Processador: ele faz mesmo a diferença no seu dia a dia?

Agora eu vou falar um pouco sobre o processador do smartphone, pois como são várias nomenclaturas diferentes, como Snapdragon 835, Mediatek P30, Exynos 8895, chip A11…pode ser uma coisa que gera confusão pra maioria das pessoas, né?

Eu vou mostrar que as especificações técnicas do smartphone não são uma coisa de outro mundo e assim que você entender, vai ser muito mais fácil escolher o seu celular! Dá uma olhada!

O processador é o cérebro do smartphone e quanto mais potente ele for, mais rápido ele vai desempenhar uma função. Abrir um app, carregar um joguinho ou até mesmo permitir edições em uma foto, tudo isso é o processador que faz!

Processadores de oito núcleos (octa-core) processam mais informações que os de quatro núcleos (quad-core), porque têm mais núcleos trabalhando ao mesmo tempo. Fácil, né?

Agora, falando especificamente dos chips de Android, existem algumas nomenclaturas diferentes. Aqui no Brasil, a Qualcomm trabalha com três séries diferentes:

– Série 400: são os smartphones intermediários-básicos, ou seja, eles servem pra quem tá entrando no mundo dos smartphones, e quer acessar as redes sociais e WhatsApp sem nenhum uso muito além disso.- 

– Série 600: são os smartphones intermediários-avançado, que além de serem mais rápidos pra acessar as redes sociais, também são muito bons pra joguinhos e apps mais pesados.

– Série 800: aqui são os smartphones top de linha, como o Moto Z2 Force com o Snapdragon 835 (processador mais potente de 2017) e o LG G6 com o Snapdragon 820 (processador mais potente de 2016). Esses celulares prometem realizar várias ações num piscar de olhos, além de serem para usuários mais exigentes e que precisam de mais potência no smartphone.

 

A Samsung no Brasil utiliza os seus próprios chips da linha Exynos. Como a empresa trabalha com quatro linhas Galaxy diferentes, é mais fácil eu falar sobre os modelos pra você associar com o Snapdragon, ok?


– Galaxy J:
usa um processador equivalente à série 400 da Qualcomm, ótimo pra quem quer um smartphone, mas ao mesmo tempo não precisa de todas as novidades tecnológicas-

– Galaxy A: usa um processador equivalente à série 600 do Snapdragon, ótimo pra quem quer mexer nas redes sociais e jogar joguinhos mais pesados sem nenhum engasgo!

– Galaxy S e Galaxy Note: usam um processador equivalente à série 800 e são pro usuário mais assíduo dos smartphones. Muito simples, né?

 

Já a MediaTek também está no mercado brasileiro. São duas as linhas de processadores: a P é para smartphones premium (como se fosse uma série 800 do Snapdragon) enquanto a linha X é para smartphones intermediários (algo entre a série 400 e 600). Simples, né?

Por fim, quero falar dos chips A, da Apple. Como a empresa fabrica apenas iPhones (como celular), esse é sempre um processador premium que altera entre o lançamento de smartphones e tablets.


Por exemplo, o iPhone 7 usa o chip A10 Fusion, enquanto o iPad Pro de 2017 usa o chip A10X que é um pouco mais potente. Já o iPhone 8 usa o chip A11 Bionic, que é a novidade do momento. A cada ano, a Apple aumenta um número na numeração do chip, então assim fica mais fácil saber de quando o iPhone que você quer comprar é, certo?

E pra que mais serve o processador?

Vamos voltar ao exemplo da Qualcomm que produz o Snapdragon. Você sabia que é o processador que é o responsável pela recarga rápida, leitor de íris, reconhecimento facial e sensor de impressão digital?

É graças à tecnologia presente no chip, que o smartphone pode alcançar toda essa eficiência. Até mesmo a autonomia da bateria é afetada pelo processador, afinal, do que adianta o chip mais potente do mundo se ele não aguentar um dia inteiro fora da tomada, não é mesmo?

Outra coisa que influencia o smartphone é a RAM, mas eu posso falar disso em um outro texto se você quiser saber mais 😉

Agora que você sabe tudo sobre processadores, fica muito mais fácil escolher o seu próximo celular, né?