União Europeia está criando um detector de mentiras para as redes sociais

FOFOCA

Já reparou na era digital os boatos se espalham rapidamente, muitas vezes com consequências complicadas para todos os envolvidos? Pois fiquei sabendo que um grupo internacional de pesquisadores, liderado pela Universidade de Sheffield, tem como objetivo construir um sistema que vai verificar rumores online e validar como eles se espalham ao redor do mundo.

Ou seja, chega de mentirinha, boatos sobre algum famoso morrendo, vírus fictícios que fazem você procurar por ícones em seu desktop!

O novo sistema vai verificar os boatos automaticamente, usando algoritmos que vão varrer várias fontes de informações, desde redes sociais até plataformas de troca de mensagens.

Isso vai permitir que jornalistas, governos, serviços de emergência, agências de saúde e do setor privado possam responder de forma mais eficaz às reivindicações em mídias sociais. Mas existe a preocupação que governos e entidades de controle possam usar essa informação para, por exemplo, atacar manifestações antes delas crescerem, indo contra os direitos universais da opinião pública.

O projeto financiado pela União Europeia, que foi batizada de Pheme (Fama – a divindade da mitologia grega incumbida de divulgar todo tipo de notícias) vai classificar rumores online em quatro tipos: especulação – algo como posts sobre a alta das taxas de juros; polêmica – por exemplo, debates sobre vacinas fazerem mal a saúde; informação errada – que não chega a ser uma informação falsa mas algo que se espalha sem querer – ou contrainformação (que é disseminada com a intenção de prejudicar, de forma maliciosa). Uau, quanta tecnologia!

Dr. Bontcheva, um dos pesquisadores do projeto, acrescenta: “Nós já podemos lidar com muitos dos desafios envolvidos, seja o grande volume de informações nas redes sociais, ou a velocidade em que ele aparece e a variedade de formatos, analisando tweets e vídeos, passando por fotos e posts. O que não conseguimos analisar hoje automaticamente e em tempo real, é se uma informação é verdadeira ou falsa. Esse é esse o nosso objetivo agora.”

No decorrer do projeto, o sistema vai ser avaliado em dois ambientes do mundo real. No jornalismo digital, vai ser testado pelo braço online da Swiss Broadcasting Corporation, swissinfo.ch. Já na saúde, ele vai ser testado pelo Instituto de Psiquiatria do Kings College de Londres, onde pretendem monitorar as tendências em debates online sobre novas drogas recreativas e, em seguida, descobrir o quão rápido estes aparecem nos registros e consultas com médicos dos pacientes.

Como toda ferramenta desse tipo, o Pheme pode ser usado tanto para aumentar o grau de conhecimento da sociedade, diminuindo a taxa de sofrimento, atacando os nossos problemas, quanto para aumentar a taxa de controle sobre essa mesma sociedade.

Agora, fiquei até curiosa: qual a sua opinião sobre este tipo de iniciativa? Acha invasão de privacidade? Conta para mim!