Olha eu aqui trazendo mais novidades do segundo dia da Campus Party

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Gente, já falei que eu fui pessoalmente à Campus Party, na Expo Imigrantes, em São Paulo fazer a cobertura do evento, né? Sabe o que eu acho de verdade?! Que esses encontros deveriam acontecer o ano todo! Afinal, o aprendizado é enorme e lá dá para conhecer tanta gente inovadora e interessante que o tempo é curto pra contar tanta novidade, sabe? Mas, vou resumir os destaques pra você! Vem com a Lu, vem!

Então, uma das experiências legais que eu vivi lá, foi conhecer uma estrutura em formato de nave espacial que foi apelidada de Ovni. Ela fica em meio aos campuseiros espalhados pelo pavilhão da feira. E é dentro desta “super nave” que chega a conexão de 50 Gbps com tecnologia 3G e 4G.  A sala é refrigerada por causa do grande número de equipamentos que tem lá dentro, sabe?

Esse espaço é na verdade, uma responsabilidade da Telefônica Vivo que participa da Campus Party Brasil como provedora de infraestrutura de telecomunicações, além de realizar ações de relacionamento com o público que vai ao evento para que todos possam explorar possibilidades, desenvolver sua criatividade e se divertir 🙂

E para dar certo, o sinal vem de duas centrais diferentes da Vivo que trabalha com backups. Ou seja, se alguma das centrais tiver problema, a outra funciona fazendo com que a Campus Party não fique sem conexão. Legal isso, né?

Ahh!  Eu fiquei encantada com o garoto de 13 anos que criou a impressora braile de Lego. Ele se chama Shubhan Banerjee e apesar da pouca idade, o menino é puro talento, viu? E tudo começou em um dia como outro qualquer, quando ele recebeu uma correspondência em casa que pedia ajuda para uma fundação voltada para pessoas com deficiência visual. Curioso, ele fez uma pergunta para os seus pais: “Como as pessoas cegas leem?” Foi então que o garotinho que é um dos destaques da oitava edição da Campus Party, virou um empreendedor nato e cheio de atitude. Arrasou, né?

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E não para por aí! Ele fez pesquisas sobre o assunto antes de começar o projeto. Em seu levantamento inicial, o jovem descobriu que 50 milhões de pessoas têm problemas de visão em todo o planeta e, que 90% delas vivem em países pobres e que nem todas poderiam comprar uma impressora braile, afinal, o preço desse tipo de dispositivo pode variar entre US$ 2.000, para o modelo mais barato, e US$ 50.000, para uma versão mais completa.

Depois disso, Shubham utilizou um kit de desenvolvimento LEGO Mindstorm que custa US$ 350 para começar a construir a impressora braile. “Fiquei minhas férias de verão inteiras produzindo o gadget. Dormia de quatro a cinco horas por dia, e ficava até duas da manhã trabalhando no protótipo”, contou.

O aparelho levou um mês para ficar pronto e quando terminou, Shubhan batizou o projeto de Braigo, que depois deu origem a sua empresa, a startup Braigo Labs. O trabalho do garoto impressionou tanto que a Intel investiu nele para abrir uma empresa e produzir em escala comercial uma impressora braile acessível. Sensacional, né?

Inclusão digital e aulas de robótica

Outro destaque da feira, foram as oficinas de inclusão digital, sabe? Achei tão bacana crianças e jovens envolvidos no mesmo objetivo querendo aprender a programar videogames na Campus Party! Claro que a turminha teve o apoio da Mad Code, um centro de Ensino de Tecnologia Criativa, que ensina Programação, Robótica, Games, Aplicativos e Empreendedorismo para crianças e adolescentes. Demais!

Para um dos fundadores do núcleo de ensino, Daniel Cleffi, o evento é uma grande oportunidade de estarem mais próximos dos fãs de tecnologia e incentivar crianças e adolescentes a apreender a arte e o amor por programar o próprio game por meio da inclusão digital. “Começar no mundo digital desde cedo não é só um diferencial, traz um efeito capaz de reordenar a forma como pensamos. Mark Zuckerberg e Jack Dorsey aprenderam a programar ainda crianças” conta Cleffi, ao referir-se aos criadores do Facebook e Twitter.

E você, o que gostaria de aprender na Campus Party? Conta pra mim, vai?